quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

EDUARDO GALEANO - FANTÁSTICO!




 Eduardo Galeano nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 3 de setembro de 1940. Em sua cidade natal, foi chefe de redação do semanário Marcha e diretor do jornal Época. Fundou e dirigiu a revista Crisis, em Buenos Aires. A partir de 1973, esteve exilado na Argentina e na Espanha; no início de 1985, voltou ao Uruguai, residindo desde então em Montevidéu. É autor de vários livros, traduzidos em mais de vinte países, e de uma vasta obra jornalística. Recebeu o prêmio Casa de Las Américas em 1975 e 1978, e o prêmio Aloa, promovido pelas casas editoras dinamarquesas, em 1993. A trilogia Memória do fogo foi premiada pelo Ministério da Cultura do Uruguai e recebeu o American Book Award (Washington University, EUA) em 1989. Em 1999, Galeano foi o primeiro autor homenageado com o prêmio à Liberdade Cultural, da Lannan Foundation (Novo México). É autor de De pernas pro ar, Dias e noites de amor e de guerra, Futebol ao sol e à sombra, O livro dos abraços, Memória do fogo (que engloba Os nascimentos, As caras e as máscaras e O século do vento), Mulheres, As palavras andantes, Vagamundo, As veias abertas da América Latina e Os filhos dos dias


in  L&PM Editores

Não podia deixar de partilhar convosco esta entrevista que me deixou fascinada.
Já tinha ouvido falar deste Senhor, mas não conhecia as suas idéias. Pena que os poderosos deste nosso mundo não o ouçam. Seria tudo tão diferente!!!!

Emília

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

DESTINO





“O destino, assim como tudo o que é humano não se manifesta em abstracto, encarna-se numa qualquer circunstância, num pequeno lugar, numa cara amiga ou num nascimento paupérrimo nos confins de um império. Nem o amor, nem os encontros verdadeiros, nem sequer os profundos desencontros são obra das casualidades, estão-nos, sim, misteriosamente reservados.
 Quantas vezes, na vida, me surpreendi por nos cruzarmos, entre as multidões de pessoas que existem no mundo com aquelas que, de alguma maneira possuíam as tábuas do nosso destino, como se tivéssemos pertencido à mesma organização secreta, ou aos capítulos de um mesmo livro! Nunca soube se os reconhecemos porque já os procurávamos, ou se os procuramos porque estão perto dos confins do nosso destino. O destino mostra-se em signos e indícios que parecem insignificantes, mas que reconhecemos depois como decisivos. Assim, muitas vezes, parece-nos que andamos perdidos na vida, quando, na realidade, caminhamos sempre com um rumo bem definido, por vezes determinado pela nossa vontade mais visível, outras, talvez mais decisivas para a nossa existência, por uma vontade ainda desconhecida até para nós próprios, mas não obstante poderosa e incontrolável que nos vai fazendo caminhar para os lugares onde devemos encontrar-nos com seres ou coisas que, de um modo ou de outro, são, ou foram, ou virão a ser, primordiais para o nosso destino, favorecendo ou contrariando os nossos desejos aparentes, ajudando ou criando obstáculos às nossas ansiedades e, por vezes, o que parece ainda mais assombroso, demonstrando amplamente que estamos mais despertos do que a nossa vontade consciente.”

 Ernesto Sabato

 in Bem- Estar-Junto - Teresa Ferreira 


  Nascemos já com o nosso caminho traçado? Será? Não sei mesmo dizer se acredito no destino ou não. O que sei é que a morte é a única certeza que trazemos ao nascer. Quanto aos outros factos da vida prefiro acreditar que podemos sempre mudar o rumo da nossa caminhada 
O que pensam os meus amigos sobre este assunto?


Quem foi Ernesto Sabato?

Sabato foi vencedor do Prêmio Cervantes de Literatura (1984) e um dos maiores autores argentinos do século XX1 . ] Nasceu na província de Buenos Aires, filho de Francisco Sabato e Juana María Ferrari, foi o décimo de onze filhos. Em 1924 saiu da Escola primária de Rojas. Realizou seus estudos secundários no Colegio Nacional de La Plata, que concluiu em 1928. No ano de 1929 entrou na Faculdade de Ciências Físico-Matemáticas da Universidade Nacional de La Plata. Foi um militante ativo do movimento de reforma universitária, fundando o Grupo Insurrexit em 1933, de tendência comunista. Ainda no ano de 1933, foi eleito Secretário Geral da Juventude Comunista. Em um curso conheceu Matilde Kusminsky Richter, uma estudante de 17 anos que abandonou a casa de seus pais para viver com ele. Em 1934 viajou a Bruxelas como delegado do Partido Comunista ao Congresso contra o Fascismo e a Guerra. Devido aos inconvenientes reinantes em Moscou, abandonou o Congresso e fugiu para Paris. Regressou a Buenos Aires em 1936 e se casou com Matilde. Em 1938 obteve um Doutorado em Física na Universidade Nacional de La Plata. Graças a Bernardo Houssay, lhe foi concedida uma bolsa anual para realizar trabalhos de investigação sobre radiação atômica no Laboratório Curie em Paris. Nasce seu primeiro filho, Jorge Federico. Em 1939 foi transferido para o Massachusetts Institute of Technology (MIT), deixando Paris antes do estouro da Segunda Guerra Mundial. Voltou à Argentina em 1940 para ser professor da Universidade de Buenos Aires. Em 1943, devido a uma crise existencial, decide afastar-se definitivamente da área científica, para se dedicar completamente à literatura e a pintura

 In Wikipédia.


Emília Pinto

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

ESPIRITUALIDADE




“Acho que grande parte dos nossos problemas vem da falta de espiritualidade. Não estou a falar de misticismo, nem de valores religiosos. Falo de coisas simples como a generosidade, entreajuda, idealismo no trabalho, de sabermos como o que fazemos pode ser útil aos outros.”

 Benjamin Spock


 Qualquer que seja a nossa definição de espiritualidade, há um ponto comum que nos remete para uma dimensão maior do que o nosso ser físico e do que as nossas necessidades materiais. Espiritualidade é este olhar mais amplo que nos eleva para lá de tudo o que está dividido, revelando-nos a totalidade do que somos. “Uma atitude de confiança na profundidade do homem, aquilo que no homem supera o homem; aquilo que no homem se mantém aberto a um além do homem.” Somos, como nos diz André Compte-Sponville, seres finitos abertos sobre o infinito; seres efémeros abertos sobre a eternidade; seres relativos abertos sobre o absoluto. Espiritualidade é esta abertura ao que nos transcende, este olhar que nos faz ver uma dimensão maior, uma união mais completa com o nosso verdadeiro ser, com os outros e com toda a criação. Um “sentimento oceânico” de fusão num mesmo todo que nos transporta para experiências de mistério e evidência, plenitude, simplicidade, unidade, silêncio, eternidade, serenidade, aceitação e liberdade

 In Bem- Estar-Junto - Teresa Ferreira

 Quem foram?

 Benjamin McLane Spock (New Haven, 2 de maio de 1903 — La Jolla, 15 de março de 1998) foi um médico pediatra estadunidense. Escreveu um dos maiores bestsellers de todos os tempos The Common Sense Book of Baby and Child Care, que teve sua primeira publicação no dia 14 de julho de 1946. Este livro foi traduzido para cerca de 40 idiomas. No ano de 1998 já tinha vendido mais de 50 milhões de cópias. Suas idéias sobre educação de filhos influenciaram tremendamente pais e mães nas décadas seguintes. Ele estudou psicanálise para tentar entender as necessidades das crianças e os relacionamentos familiares. Os pais tornaram-se mais tolerantes e permissivos com seus filhos, mas é verdade que também tornaram-se mais afetuosos. Muitos educadores e psicopedagogos responsabilizaram Benjamin Spock pelos resultados negativos desta permissividade. Ele chegou a ser chamado de "pai da permissividade", sugerindo-se que seus conceitos afetaram diretamente a atitude dos jovens na década de 1960. Contudo o próprio Spock, em sua biografia, alega que nunca defendeu a permissividade, o que mostra que muitos, em realidade, não compreenderam o que ele tinha escrito. Em seu livro Rebuilding American Family Values: A Better World for Our Children, publicado em 1994, ele argumenta e questiona as muitas acusações que lhe fizeram. E ao contrário do que tem se espalhado pela internet, seu filho não se suicidou. Seus filhos, Michael e John, ainda são vivos.
 No entanto, seu neto Peter, no dia 25 de dezembro de 1983, pulou do telhado de um museu em Boston. Ele sofria de esquizofrenia

 André Comte-Sponville (Paris, 12 de março de 1952) é um filósofo materialista francês. Ex-aluno da École normale supérieure da rue d'Ulm, foi amigo de Louis Althusser. Por muito tempo foi maître de conférences da Universidade de Paris I: Panthéon Sorbonne, da qual se demitiu em 1998 para dedicar-se completamente a escrever e proferir conferrências fora do circuito universitário. Desde 2008 é membro do Comité consultatif national d'éthique (Comitê Consultivo Nacional de Ética) do seu país. Comte-Sponville utiliza o referencial de Jean Paul Sartre, que já havia dito que "todos somos responsáveis por todos" e de Dostoievsky, "somos todos responsáveis por tudo, diante de todos". Em sua obra O capitalismo é moral?, que é a transcrição de uma conferência, tenta demonstrar a amoralidade do capitalismo, já que como técnica, a economia é exterior a toda preocupação moral

in wikipédia

 Têm toda a razão, não acham, amigos?

Emília Pinto.

quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

UMA VIDA FELIZ







Uma condição de exaltado prazer somente se mantém por momentos ou, em alguns casos, e com algumas interrupções, por horas ou dias.
 Ela é o brilhante clarão ocasional da alegria, e não a sua chama firme e constante.
 Disso sempre estiveram tão cientes os filósofos que ensinaram ser a felicidade a finalidade da vida como aqueles que a eles se opuseram.
 A felicidade que concebiam não era a do arrebatamento, mas de momentos assim em meio a uma existência constituída de poucas e transitórias dores, muitos e variados prazeres, com um predomínio decidido do componente activo sobre o passivo, e tendo como fundamento do todo não esperar da vida mais do que ela é capaz de oferecer
. Uma vida assim constituída, para aqueles que tiveram a boa fortuna de obtê-la, sempre pareceu merecedora da designação de feliz.
 E uma existência assim é, mesmo hoje em dia, o destino de muitos durante uma parte considerável de suas vidas.

 A educação falida e os arranjos sociais falidos são os únicos obstáculos reais que impedem que isso esteja ao alcance de quase todos.

 John Stuart Mill, in 'Utilitaris


Biografia:

  John Stuart Mill nasceu na casa de seu pai em Pentonville, Londres, sendo o primeiro filho do filósofo escocês radicado na Inglaterra James Mill. Mill foi educado pelo pai, com a assistência de Jeremy Bentham e Francis Place. Foi-lhe dada uma educação muito rigorosa e ele foi deliberadamente escudado de rapazes da mesma idade. O seu pai, um seguidor de Bentham e um aderente ao associativismo, tinha como objetivo explícito criar um gênio intelectual que iria assegurar a causa do utilitarismo e a sua implementação após a morte dele e de Bentham. James Mill concordava com a visão de John Locke a respeito da mente humana como uma folha em branco para o registro das experiências e por isso prometeu estabelecer quais experiências preencheriam a mente de seu filho empreendendo um rigoroso programa de aulas particulares. Seus feitos em criança eram excepcionais; com a idade de três anos foi-lhe ensinado o alfabeto grego e longas listas de palavras gregas com os seus equivalentes em inglês. Com a idade de oito anos tinha lido as fábulas de Esopo, a Anabasis de Xenofonte, toda a obra de Heródoto, e tinha conhecimento de Lúcio, Diógenes Laërtius, Isócrates e seis diálogos de Platão (ver a sua autobiografia). Também tinha lido muito sobre a história de Inglaterra. Um registro contemporâneo dos estudos de Mill desde os oito aos treze anos foi publicado por Bain, que sugere que a autobiografia está longe de exagerar o volume de trabalhos! Com a idade de oito começou com o latim, Euclides e álgebra e foi nomeado tutor dos membros mais jovens da família. As suas principais leituras eram ainda em história, mas ele leu também os autores em Latim e Grego lidos normalmente nas escolas e universidades do seu tempo. Com dezoito anos, descreveu a si mesmo como uma "máquina lógica" e, aos 21, sofreu uma depressão profunda. Ele levou muitos anos para recuperar a auto-estima. A obra de seu pai "História da Índia" foi publicada em 1818, após o qual, com a idade de doze, John iniciou um estudo intenso de lógica, lendo os tratados de lógica de Aristóteles no original. Nos anos seguintes foi introduzido na economia política e estudou Adam Smith e David Ricardo com seu pai - tendo acabado por completar a teoria econômica dos fatores de produção destes. Mill trabalhou na Companhia Inglesa das Índias Orientais, lidando com a correspondência rotineira referente à atuação do governo inglês na Índia. Aos 25 anos, apaixonou-se por Harriet Taylor, uma mulher linda e inteligente, porém casada, que veio exercer grande influência no trabalho de Mill. Cerca de vinte anos depois, quando seu marido faleceu, Harriet Taylor se casou com John Stuart Mill. Ele se referia a ela como "dádiva-mor da minha existência" e ficou inconsolável quando ela morreu sete anos depois. Mill ficou horrorizado com o fato de as mulheres serem privadas dos direitos financeiros ou das propriedades e comparou a saga feminina à de outros grupos de desprovidos. Condenava a ideia da submissão sexual da esposa ao desejo do marido, contra a própria vontade, e a proibição do divórcio com base na incompatibilidade de gênios. Sua concepção de casamento era baseada na parceria entre pessoas com os mesmos direitos, e não na relação mestre-escravo. Devido aos seus trabalhos abordando diversos tópicos, John Stuart Mill tornou-se contribuinte influente no que logo se transformou formalmente na nova ciência da psicologia. Ele combatia a visão mecanicista de seu pai, James Mill, ou seja, a visão da mente passiva que reage mediante o estímulo externo. Para John Stuart Mill, a mente exercia um papel ativo na associação de ideias.

In Wikipédia

Se não esperassemos da vida mais do que ela é capaz de oferecer, com certeza encontraríamos a tão ansiada felicidade

Amigos, não conhecia John Mill, mas gostei muito das ideias dele, principalmente no que se refere à mulher . Resolvi, por isso partilhar. Espero que gostem

Emília Pinto



terça-feira, 16 de Setembro de 2014

ENCONTROS E.....





 Mande notícias do mundo de lá
 Diz quem fica Me dê um abraço, venha me apertar
 Tô chegando
 Coisa que gosto é poder partir
 Sem ter planos
 Melhor ainda é poder voltar
 Quando quero
 Todos os dias é um vai-e-vem
 A vida se repete na estação
 Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
 E assim, chegar e partir

São só dois lados
 Da mesma viagem
 O trem que chega
 É o mesmo trem da partida
 A hora do encontro
 É também de despedida
 A plataforma dessa estação
 É a vida desse meu lugar
 É a vida desse meu lugar
 É a vida


E assim é a vida neste nosso lugar: um vai e vem...um ir e voltar ou um ir e não mais voltar. Também é rir e chorar...encontrar...despedir...abraçar...

O que não devemos é pensar que viemos " só olhar " 


Espero que gostem!

Emília Pinto


segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

O HERÓI SILENCIOSO




Tive conhecimento deste caso através do programa 60 minutos.
 Nunca tinha ouvido falar deste SENHOR cuja humanidade me deixou sem palavras. Resolvi partilhar convosco este video, porque nunca é demais falar destes heróis aos quais, infelizmente, pouca importância se dá

 E aqui, também eu deixo o meu MUITO OBRIGADA, SR. NICHOLAS!


 Emília Pinto

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

CÂNTICO DA TERRA




Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 - Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira.
 Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais),1 quando já tinha quase 76 anos de idade. Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do quotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.


O Verão é a estação do ano que mais nos agrada, não só pelo calor e pelo sol, mas também por ser  época de descanso e de encontros  tanto de familiares quanto de amigos. É com grande tristeza, porém que constatamos que também é  a época em que o ser humano menos respeita a natureza, poluindo rios e mares e queimando sem piedade todo o verde que encontra pela frente. Amigos, o Verão ainda continua, o calor e o sol estão aí para que os desfrutemos. Aproveitemos essa dádiva da vida respeitando a mãe natureza como ela merece. A Terra é a razão da nossa vida.

Beijinhos

Emília Pinto