terça-feira, 16 de Setembro de 2014

ENCONTROS E.....





 Mande notícias do mundo de lá
 Diz quem fica Me dê um abraço, venha me apertar
 Tô chegando
 Coisa que gosto é poder partir
 Sem ter planos
 Melhor ainda é poder voltar
 Quando quero
 Todos os dias é um vai-e-vem
 A vida se repete na estação
 Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
 E assim, chegar e partir

São só dois lados
 Da mesma viagem
 O trem que chega
 É o mesmo trem da partida
 A hora do encontro
 É também de despedida
 A plataforma dessa estação
 É a vida desse meu lugar
 É a vida desse meu lugar
 É a vida


E assim é a vida neste nosso lugar: um vai e vem...um ir e voltar ou um ir e não mais voltar. Também é rir e chorar...encontrar...despedir...abraçar...

O que não devemos é pensar que viemos " só olhar " 


Espero que gostem!

Emília Pinto


segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

O HERÓI SILENCIOSO




Tive conhecimento deste caso através do programa 60 minutos.
 Nunca tinha ouvido falar deste SENHOR cuja humanidade me deixou sem palavras. Resolvi partilhar convosco este video, porque nunca é demais falar destes heróis aos quais, infelizmente, pouca importância se dá

 E aqui, também eu deixo o meu MUITO OBRIGADA, SR. NICHOLAS!


 Emília Pinto

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

CÂNTICO DA TERRA




Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 - Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira.
 Considerada uma das principais escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais),1 quando já tinha quase 76 anos de idade. Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do quotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.


O Verão é a estação do ano que mais nos agrada, não só pelo calor e pelo sol, mas também por ser  época de descanso e de encontros  tanto de familiares quanto de amigos. É com grande tristeza, porém que constatamos que também é  a época em que o ser humano menos respeita a natureza, poluindo rios e mares e queimando sem piedade todo o verde que encontra pela frente. Amigos, o Verão ainda continua, o calor e o sol estão aí para que os desfrutemos. Aproveitemos essa dádiva da vida respeitando a mãe natureza como ela merece. A Terra é a razão da nossa vida.

Beijinhos

Emília Pinto



segunda-feira, 14 de Julho de 2014

RAÍNHA GINGA



Rainha Ginja (Nzinga Mbandi Ngola) Heroína africana e rainha de Ndongo (Angola) e de Matamba, conhecida por Ginga, nasceu provavelmente em 1581 e faleceu em 1663. Em 1578, iniciou-se a ocupação daqueles territórios africanos pelos Portugueses. O rei Ngola Kiluanji, pai de Nzinga, resistiu à ocupação do território africano pelos portugueses, que estavam fortemente interessados no comércio de escravos. Quando lhe sucedeu o filho Ngola Mbandi, este tentou impedir que a procura de escravos alcançasse as suas terras. Foi então que a sua irmã, Nzinga, o ajudou nas negociações com os Portugueses, que lhes retribuíram as terras em troca da sua conversão ao cristianismo. Por consequência, Nzinga adquiriu o nome de Ana de Sousa e, posteriormente, as suas duas irmãs, Gambi e Fungi, passaram a chamar-se Bárbara e Garcia, respectivamente.
 No entanto, os Portugueses não cumpriram o acordo celebrado, ao estabelecerem comércio com o jaga (chefe) de Cassanje. A adesão de alguns sobas (chefes) africanos, incluindo Ngola Mbandi, à política de comércio dos Portugueses, criou uma certa desordem no reino de Ndongo. Nessa altura, para preservar a paz, Nzinga mandou assassinar aqueles chefes, alcançando assim o comando do grupo de resistência à ocupação de Ndongo e Matamba. Em seguida, a rainha de Ndongo e Matamba renegou a fé católica e juntou-se aos guerreiros jagas, passando a exercer as suas acções militares a partir de quilombos.
 Com a ajuda de Nzinga, os Holandeses conseguiram ocupar Luanda, entre 1641 e 1648. A heroína conseguiu algumas vitórias e, em 1659, assinou um tratado de paz com Portugal, o que lhe permitiu reinar com uma certa paz até à data da sua morte, a 17 de Dezembro de 1663. A sua irmã Gambi sucedeu-lhe, procurando continuar o trabalho de reconstrução que a irmã iniciara, mas os Portugueses apoderaram-se da região, em 1671.
 Resistindo durante 40 anos à ocupação colonial e ao comércio de escravos no seu reino, Nzinga tornou-se um símbolo de luta contra a opressão, passando, por isso, a fazer parte do imaginário histórico e cultural de Angola. A heroína ficou conhecida na Europa, aquando da publicação de Zingha, Reine d'Angola (1769) de Jean-Louis Castilhon, e tem despertado o interesse de historiadores e antropólogos que tentam compreender aquele momento histórico e a política da rainha africana. De referir ainda que há muitas variantes do seu nome, como Ngola Nzinga, Nzinda Mbande Ngola Kiluaje, Ana Nzinga, entre outras. Contudo, é a partir do seu nome, Ngola (em língua quimbundo), que derivou o nome do país, Angola.


 In Plural Editores- Angola


Ontem tive conhecimento através do programa cine box que se estava a preparar um filme sobre esta raínha. Como desconhecia por completo a sua existência  resolvi pesquisar e partilhar convosco a sua bela história.
Espero que gostem. Espero também que me desculpem a ausência, mas estive uma semana ausente e, claro, o computador ficou a descansar. Logo que possa voltarei. Beijinhos e boas férias a todos.

Emília

terça-feira, 1 de Julho de 2014

GRAMMY PORTUGUÊS





Aos 74 anos de idade, Carlos do Carmo chega assim ao ponto mais alto da sua carreira.
 Filho de Alfredo de Almeida, que veio a ser proprietário da casa de fados O Faia, situada no Bairro Alto, e de Lucília do Carmo, uma das mais distintas fadistas do século XX, de quem viria a adotar o apelido, Carlos do Carmo nasceu em Lisboa a 21 de dezembro de 1939 onde ainda hoje vive.
 A sua carreira teve início aos 9 anos de idade, quando gravou um primeiro disco, mas os registos oficiais dão 1964 como o tiro de partida para um percurso carregado de canções que ficaram na história da música portuguesa.
 São igualmente inúmeros os prémios e distinções que ao longo de uma carreira de mais de 50 anos distinguiram a sua arte de respeitar e, ao mesmo tempo, inovar o fado.
 Partindo do chamado fado tradicional, mas com uma bagagem musical onde podemos encontrar Frank Sinatra, Jacque Brel, Elis Regina ou José Afonso, Carlos do Carmo foi construindo um reportório de onde se destaca o álbum "Um Homem na Cidade" entre muitos outros espécimes da mais alta estirpe que gravou ao longo da sua carreira.
 De entre as sua canções mais populares destacam-se interpretações como "Os Putos", "Um Homem na Cidade", "Canoas do Tejo", "O Cacilheiro", "Lisboa Menina e Moça", "Estrela da Tarde", "Duas Lágrimas de Orvalho" muitos deles escritos com José Carlos Ary dos Santos, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho
.Carlo do Carmo é o primeiro português a conquistar um grammy

In Expresso sapo


Parabéns Carlos do Carmo e OBRIGADA. 

Emília Pinto

quinta-feira, 19 de Junho de 2014

CHICO BUARQUE - 70 anos!






Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
 Manhã parece, carece de esperar também
 Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
 Pedro pedreiro fica assim pensando

 Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando prá trás
 Esperando, esperando, esperando Esperando o sol,
 esperando o trem Esperando aumento desde o ano passado para o mês que vem
 Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
 Manhã parece, carece de esperar também
 Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
 Pedro pedreiro espera o carnaval
 E a sorte grande do bilhete pela federal
 todo mês Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
 Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
 Esperando a festa, esperando a sorte
 E a mulher de Pedro, esperando um filho prá esperar também
 Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
 Manhã parece, carece de esperar também
 Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
 Pedro pedreiro tá esperando a morte
 Ou esperando o dia de voltar pro Norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo Espere alguma coisa mais linda que o mundo
 Maior do que o mar, mas prá que sonhar se dá O desespero de esperar demais
 Pedro pedreiro quer voltar atrás Quer ser pedreiro pobre e nada mais, sem ficar
 Esperando, esperando, esperando
 Esperando o sol, esperando o trem Esperando aumento para o mês que vem Esperando um filho prá esperar também
 Esperando a festa, esperando a sorte Esperando a morte, esperando o Norte Esperando o dia de esperar ninguém
 Esperando enfim, nada mais além Da esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem
 Pedro pedreiro pedreiro esperando Pedro pedreiro pedreiro esperando Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem
 Que já vem Que já vem Que já vem...



Um dos mais importantes nomes da música popular brasileira, Chico Buarque completa 70 anos nesta quinta (19). Quarto dos sete filhos do historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista amadora Maria Amélia Cesário Alvim, ele nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1944, e desde muito cedo demonstrou interesse pela música.

 O seu primeiro disco foi Pedro Pedreiro- gravado em 1965

 Emília Pinto

terça-feira, 10 de Junho de 2014

OFERECER



 Quando você for para o trabalho, para a faculdade, para uma balada, não vá com uma postura de buscar algo, conseguir algo, sugar algo do local ou das pessoas. Vá para oferecer, vá para gentilmente entregar às pessoas as qualidades de sua simples presença. Ofereça qualquer coisa. Um olhar profundo já é muito hoje em dia. Vá para os lugares e apenas treine olhar tudo com um olhar de abismo. Muitas pessoas precisam só disso: serem olhadas, contempladas suave e lentamente, reconhecidas em subtil, tocadas de alguma forma e conectadas com um outro que as transcende e reacende o mistério que as faz viver. No momento em que se coloca em uma posição mendicante, você adentra um mundo de carência, sente-se incapaz de oferecer algo aos outros e termina com um olhar que suga e enfraquece a energia de qualquer um ao seu redor. Ao final do dia, você continuará insatisfeito e certamente terá construído relações patológicas com os seres, baseadas em sua carência. Por outro lado, se adotar uma postura expansiva e radicalmente aberta, oferecendo sua existência ao deleite dos outros, você age reconhecendo que não tem nada a perder. Não há medo nem hesitação em seu olhar. Sem esperar ou exigir nada dos outros, você age desimpedidamente, em uma dança subtil em meio às situações. Qualquer solidez ou bloqueio é atravessada por sua leveza e transparência. Qualquer obstrução é liberada pela presença da sua espontaneidade. Você apenas sorri e faz todos sorrirem, ou ainda: você cria o espaço para que todos possam sorrir. Seu olhar sequer vem de seus olhos. É não-local, surge em qualquer olho, surge do espaço entre os seres, dos rizomas que os transpassam. Você age sem estratégias e cria um raro ambiente no qual cada pessoa se sente livre para igualmente abandonar suas estratégias e apenas ser. Isso é um alívio para qualquer um. Quando nos apresentamos como mendigos, quando pedimos por algo, tudo nos é insuficiente, ralo, pouco. No fundo, estamos fechados e por isso acabamos não vendo o que há, sem perceber os tesouros de cada lugar, de cada ser, de cada evento. É o coração contraído que suplica, que pede, que suga. Quando vamos sem nada pedir, estamos abertos. Tudo nos arrebata. Tudo já é demais e nos enriquece imediatamente. A qualidade viva das coisas faz nossa visão transbordar de luminosidade. Ao final do dia, brotará em você uma alegria sem causas, não condicionada. Não há frustração ou insatisfação. Você apenas deu o seu melhor e sente-se em paz.
Não interessa se alguém notou, se recebeu elogios ou se você foi completamente ignorado. Você ofereceu toda a sua profundidade. Não há presente maior que um homem possa dar.


 By Gustavo Gitti     in BEM- ESTAR-JUNTOS



Oferecer a nossa profundidade é o melhor presente que podemos dar a alguém e....custa tão pouco...

Emília Pinto